O contragolpe do "100% humano" contra o excesso de IA no marketing
A tese é simples: quanto mais IA de baixa qualidade inunda o feed, mais valor ganha o que é comprovadamente feito por gente. A iHeartMedia adotou o slogan “garantidamente humano” e descobriu, em pesquisa própria, que 90% dos ouvintes — inclusive quem usa ferramentas de IA no dia a dia — quer conteúdo feito por humanos.
Não é caso isolado. O veículo canadense The Tyee adotou política explícita de recusar jornalismo gerado por IA. Em Hollywood, a série “Pluribus” (Apple TV) estampa nos créditos: “feito por humanos”. No Pinterest, adoção de IA tem afastado usuário fiel. E já existe até extensão de navegador — a “Slop Evader” — que filtra resultados de busca pra antes de novembro de 2022.
A lição não é abandonar a IA — é parar de esconder onde a mão humana ainda decide. Quem promove demais a IA corre o risco óbvio: o consumidor reage valorizando exatamente o que é genuinamente humano. Transparência sobre quem fez o quê vira vantagem competitiva, não detalhe de rodapé.
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